Se você chegou até aqui, provavelmente está inclinado a iniciar uma pós-graduação. Mas, antes disso, convido você a refletir um pouco sobre os seus objetivos, escolhas que tomará para alcançá-los e quais são as melhores jornadas para seguir até esses goals.

5 Motivos que vão fazer você desistir de uma Pós-Graduação

A seguir, explico o porquê você não deve fazer uma pós-graduação agora. Mas, é só um convite à reflexão. Vamos lá?

A velocidade de aprendizado não corresponde com a do mercado

Muitos profissionais estão percebendo que a conquista de um diploma de pós-graduação não é garantia de conhecer o caminho do sucesso profissional.

Isso acontece porque o mundo está se transformando em velocidade exponencial. Por mais que em alguns setores isso seja mais difícil de perceber e em outros esteja muito claro, todo o mundo, em todas as áreas, estão e serão impactados. A diferença é apenas a velocidade com que isso irá ocorrer.

Um exemplo prático para entender como essa tendência exponencial está sendo aplicada é a Siri — assistente pessoal disponível em smartphones IOS. Sua capacidade dobra a cada novo ano. Ou seja, seu crescimento não é linear (1… 2… 3… 4… 5… 6…) é exponencial (1… 2… 4… 8… 16… 32… 64… 128…).

Isso significa que em sete anos, a Siri não será apenas 7 vezes melhor. Ela será 128 vezes melhor. E, infelizmente, as pós-graduações não conseguem acompanhar esse ritmo de  desenvolvimento e preparar seus alunos para atuar nesse mercado.

As instituições de pós-graduações se desenvolvem de forma linear. E não de forma exponencial. Afinal, são grandes empresas, robustas, que precisam montar metodologias e formar professores.

Mas para isso, até que uma metodologia seja criada e um professor formado, você como profissional já perdeu muitas oportunidades. E tempo, neste mundo exponencial, é assustadoramente valioso.

Logo, o profissional que deseja se manter competitivo, atuar de forma pioneira e trabalhar nas companhias de alto crescimento, ou mesmo se preparar para o futuro, precisa de um desenvolvimento acelerado. E focado!

O ROI da pós-graduação muitas vezes é negativo

Se você trabalha na área de marketing, administração ou em esferas correlatas, provavelmente conhece o termo ROI.

ROI vem do inglês, Return Over Investiment, e pode ser traduzido basicamente como o retorno conquistado sob um investimento. Por exemplo, se uma empresa investiu $5.000 em uma ação e obteve $9.000, o ROI foi de $4.000. Por outro lado se o retorno fosse de R$3.000, o ROI estaria negativo. Menos $2.000 para a empresa.

Muitos profissionais costumam trabalhar de forma constante esse conceito para as empresas. No entanto, não aplicam esse conhecimento na vida profissional e pessoal.

Caso levassem, estariam chegando à mesma conclusão que vários outros profissionais estão chegando: o ROI de uma pós-graduação na maioria das vezes é negativo. E quando não, demora-se muito tempo para conseguir ressarcir o valor investido.

Provavelmente você acumulará muitas dívidas

Além do retorno sob investimento, a não ser que o estudante já tenha uma ótima condição financeira ou ganhe uma bolsa de estudos, o profissional provavelmente passará anos abrindo mão de algumas coisas de sua vida para investir em uma pós. Ou, em uma situação ainda mais alarmante, poderá acumular dívidas.

Essas situações não acontecem apenas no Brasil. Nos Estados Unidos, por exemplo, de acordo com a FindAid.org, a média de dívida de um estudante graduado em território americano no ano de 2009 era de aproximadamente U$22.500 dólares. Para estudantes de pós, o valor saltava para mais de U$41.000. Além dos custos complementares, como moradia, alimentação, materiais de estudo, entre outros.

Para entender um pouco melhor esse contexto no Brasil, peguemos como exemplo a área de marketing. A ESPM São Paulo, uma das mais tradicionais e renomadas instituições de ensino em marketing do Brasil, até 2 de Junho de 2018, cobrava pela pós-graduação em marketing digital um valor de R$1.948,23 por 23 meses mais uma matrícula de R$2.023,16. Isso significa um valor total de R$46.835,45.

Em uma breve pesquisa na Love Mondays, pode-se perceber que existem salários de Analista de Marketing Digital, um cargo de gestão que pode ser o pretendido pelo estudante dessa pós, de R$515 até R$7.309. A média de acordo com a plataforma gira em torno de R$2.906.

O retorno

Levando em consideração a média, se o estudante não precisasse arcar com custo nenhum — como moradia, alimentação, livros, transporte, etc — o que não é a realidade da grande maioria, ele trabalharia durante 16 meses, 1 ano e 4 meses, consecutivos como analista para ressarcir o custo da pós. E essa conta não levou em consideração impostos, deduções, taxas, INSS, entre outras questões que diminuem o líquido salarial.

E isso tudo aconteceria em uma visão otimista. Ou seja, trabalhar no mínimo 1 ano e 5 meses meses para pagar a pós-graduação é o cenário mais positivo possível. Isso porque existe uma incerteza da conquista desse cargo. Caso esse objetivo não seja alcançado ou demore, começam a surgir dívidas além das frustrações.

Além disso, é importante lembrar que esse profissional teria que arcar com esse custo muitas vezes com um salário inferior em um cargo de menor hierarquia.

[…] um diploma de MBA não tem nenhum impacto sobre sua renda total ao longo da sua vida. Você precisará trabalhar durante décadas só para se livrar da dívida que assumiu para conseguí-lo. — Josh Kaufman, autor de The Personal MBA

Não há foco para estudar o que é realmente útil e aplicável

É preciso focar, estudar o útil e aplicável para conseguir atuar bem no mercado. Para isso, é necessário que esse profissional se auto eduque. Apenas dessa forma, ele terá a agilidade dessas empresas. É como se ele se auto gerenciasse como uma startup. E não como uma grande empresa com uma estrutura engessada e nada ágil.

That’s a problem — graduating from business school does not guarantee having a useful working knowledge of business when you’re done, which is what you actually need to be successful. — Josh Kaufman, author of The Personal MBA

Para tornar o processo de escolha de uma pós-graduação ainda mais desanimadora, as instituições insistem em ensinar itens complexos, fórmulas robustas, modelos de estatísticas que muito dificilmente serão úteis e aplicados por esse profissional. Elas não focam em contribuir com ensinamentos que realmente o ajudem a ser promovido ou a montar e dirigir seu próprio negócio.

Além disso, os ensinamentos são realizados com superficialidade. São poucas horas de estudos para conseguir se aprofundar nos temas.

Um segundo ponto desanimador é o acompanhamento em turma. Muitas vezes um aluno com conhecimentos avançados não pode prosseguir seus estudos porque precisa aguardar sua turma alcançar seu nível.

College: two hundred people reading the same book. An obvious mistake. Two hundred people can read two hundred books. —  John Cage, autodidata, compositor e escritor

Vagas x Pós-graduação

Para aprofundar ainda mais na pesquisa, o time do Aprenda Play resolveu analisar se a ementa da pós-graduação citada anteriormente estava alinhada com as vagas disponíveis no mercado. É importante relembrar que a ESPM é a Business School mais conceituada da área. Ou seja, essa situação pode se agravar se analisadas outras instituições.

Após coletar a lista de conteúdos da ementa disponível no próprio site, pesquisamos uma vaga de Coordenador de Marketing no Linkedin e começamos a comparação.

Ementa de um curso de pós-graduação

Lista de Aprendizados oferecidos pela pós em marketing digital

 

Uma das oportunidades em Marketing Divulgada no Linkedin

Vaga de Coordenador de Marketing Digital para São Paulo disponível no Linkedin

 

No primeiro olhar já é possível perceber que a vaga solicita conhecimento em palavras-chave, conteúdo que não aparece na listagem da pós-graduação e, para desenvolver essa skill o profissional precisaria buscar cursos livres, mentorias, livros ou bater a cabeça tentando se desenvolver por tentativa e acerto.

Outros requisitos, como análise de dados, conhecimento técnico de e-mail marketing, entre outros também não estão alinhados. Ou seja, novamente o profissional terá que se desenvolver em paralelo para ocupar a posição já que a pós não entrega o que o mercado está solicitando. E, conforme pesquisamos, esse padrão se repete em várias vagas abertas.

Quanto aos requisitos, em nenhum momento a vaga solicita pós-graduação. Ao contrário, os recrutadores estão interessados em conhecimento e habilidades. E não títulos. Em termos de certificação, o único ponto solicitado é uma graduação e não uma especialização. Ou seja, é possível chegar a cargos de gestão sem uma especialização.

Nesse contexto, os conhecimentos da pós-graduação são úteis. Mas, para quem tem pressa em se tornar bem sucedido e acompanhar o mercado, é preciso ir além e se auto educar. Como o próprio CEO do Linkedin afirma:

“Cada vez mais eu ouço esse mantra: habilidades, não diplomas. Não são habilidades que dispensam diplomas. Trata-se apenas de expandir nossa perspectiva para ir além dos diplomas.”

Uma pós não garante um melhor emprego ou de um negócio de sucesso

As escolas de pós-graduação não conseguem desenvolver em sala de aula as habilidades de liderança, gerenciamento, entre outras que um profissional necessita para ocupar um cargo de gestão, por exemplo. De acordo com Josh Kaufman, essas competências são adquiridas através de experiência e práticas na vida real.

Nesse sentido, a plataforma do Aprenda Play ajuda profissionais a aprenderem com a experiência de outros profissionais e consumir conteúdo atualizado constantemente e alinhado com o que o mercado está pedindo.

Instead of spending huge sums of money to learn marginally useful information, you can spend your time and resources learning things that actually matter. — Josh Kaufman, author of The Personal MBA

Logo, é preciso ir além. Iniciar no mercado de trabalho o quanto antes, não esperar apenas os direcionamentos das especializações e se auto educar. Ser um autodidata! E você pode contar conosco nesse desafio!

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